4 coisas que você precisa superar para não cobrar menos pelo seu trabalho

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Muito do modo como a gente lida com o dinheiro reflete diretamente no nosso negócio, e muito do que a gente acredita acaba afetando no modo como determinamos gastos, custos e preços. Muito vem também de convenções já determinadas, por exemplo, da necessidade de guardar dinheiro para ter uma boa aposentadoria, ou do medo de perder tudo se apostar todo o seu dinheiro em algo. A gente vive com medo de fazer dívidas e não conseguir pagar o prometido (pelo menos eu vivo!) e essa insegurança quase sempre reflete no nosso negócio, principalmente na hora de definir preços ou fazer investimentos.

Mas como superar isso, e deixar de lado essas manias para saber cobrar o valor certo pelo seu produto ou serviço?

É só afastar esses 3 pensamentos básicos:

  1. “Preciso cobrar menos que meu professor/mentor/pessoa ou empresa que você se espelha”

 Não necessariamente. O seu preço tem que ser baseado no seu produto/serviço, público alvo e posicionamento. Se você oferece muito mais do que seu mentor, por que cobrar menos que ele? Anos de trabalho não são medida para se cobrar nada.

  1. “O valor precisa ser o que os clientes pagariam”

Não também. Isso é apenas uma desculpa para você continuar pequena e sem riscos. É claro que seu preço precisa acompanhar o mercado, mas não é o mercado que dita seu preço, seu produto, qualidade, identidade e eficiência que sim.

  1. “Sempre posso fazer uma liquidação”

Liquidação de mais queima seu produto. Lembre-se disso. As vezes uma outra estratégia como algum presente de graça, um mimo especial dá mais retorno do que uma liquidação. Além de marcas que estão sempre liquidando acabam viciando seus clientes a comprarem sempre na liquidação e seu produto acaba caindo de patamar.

  1. “Eu nunca pagaria esse preço por esse serviço/produto, porque outra pessoa pagaria?”

Você é expert no que você faz, então provavelmente você não precisaria se contratar. Acredite na sua expertise e que seus clientes a valorizam.

 

E você, tem mais algum pensamento que precisa superar?

Beijos!

Como encontrar um bom fornecedor?

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Uma das partes mais difíceis na hora de começar seu negócio é encontrar fornecedores, principalmente de qualidade e preços justos. Dependendo do que você for produzir, a procura fica ainda mais difícil, porque alguns fornecedores trabalham com quantidades mínimas, e para quem está começando, não dá pra produzir 1000 peças de uma vez né?

Sofri um pouco com isso quando comecei, e tanto que já troquei de fornecedores  e fiz muitos testes até achar os que melhor se encaixavam no meu negócio. É uma das partes mais complicadas, e que você deve fazer com muita calma para não acabar escolhendo qualquer um ao invés do melhor para você. Mas a pergunta que mais escuto é: como encontrar? Onde procurar? Então reuni algumas dicas de como encontrar o fornecedor ideal para você:

1. Google: Eu sei que parece óbvio mas é muito mais difícil encontrar fornecedores no google do que parece. Procure sempre com uma palavra chave do seu produto e seja mais abrangente nas possibilidades de quem pode produzir o que você quer. Camisetas por exemplo, confecções de moda podem produzir, mas confecções de uniformes, especializadas em malha também. Abra um pouco mais o leque ao invés de ser super específica no que você quer.

2. Saia da sua cidade: Por mais confortável e fácil que seja você ter um fornecedor na sua cidade, nas cidades vizinhas você pode encontrar fornecedores mais baratos e com mais tempo para te atender. Se você quer produzir pouco e rápido, esses pequenos fornecedores podem te atender muito melhor do que um grande em uma cidade grande. É claro que você vai ter que fazer algumas pequenas viagens, mas depois que tiver finalizado o produto, a produção ele toca sozinho. Para quem mora em São Paulo, São Bernardo, São Caetano, Santo André e Guarulhos são algumas opções.

3. Pergunte: Você já conseguiu um fornecedor de uma coisa, mas precisa de outra? Peça indicação! Uma confecção por exemplo, vai conseguir te indicar fornecedores de tecidos, ou estamparias. E o bom é que eles provavelmente já utilizaram do material ou trabalharam com esse fornecedor indicado, o que é um bônus e pode prevenir uma série de contratempos.

4. Entendimento é tudo: Quando encontrar seu fornecedor, analise se ele é uma pessoa com quem você pode trabalhar. Se ele conseguirá trabalhar no seu prazo, se ele entende o que você quer produzir, e se a qualidade dele bate com a que você quer ter no seu produto.

O mais importante aqui é não se afobar e fechar com qualquer fornecedor. Pesquise, procure, vá com calma. Pode levar 1 semana ou 6 meses, mas tenha certeza que está produzindo exatamente o que você quer, e não quase isso.

E você, tem mais alguma dica de como encontrar um bom fornecedor??

Beijo!!

Um viva ao empreendedorismo feminino!

Hoje é dia global do empreendedorismo feminino, e isso me fez pensar mil coisas. Primeiro: é uma grande coisa as mulheres empreendedoras terem um dia só delas, afinal todas as profissões tem, certo? Segundo, a criação desse dia só mostra o quanto as mulheres estão se aventurando no mundo dos negócios, e o melhor, criando a vida que elas querem ter.

A melhor parte do empreendedorismo pra mim é essa: a independência. Poder fazer o que gosta, ganhar dinheiro com isso, ter os próprios horários e lidar com as próprias responsabilidades. É incrível poder trabalhar por conta própria né?

Mas mesmo assim, ainda tem aquelas pessoas (muitas mulheres, principalmente) que só acreditam que você realmente trabalha se você tem uma loja ou escritório. Trabalhar de casa vira sinônimo de que você não faz nada, e por isso não tem horários nem compromissos. O mundo dos negócios é imenso, com diversas áreas, e muitas delas tudo o que você precisa é de um computador. Por que não trabalhar em casa então?

É por esses tipos de pensamento que acho que esse dia foi criado, para tornar real essa tendência que vem cada ano mais forte. Podemos sim, fazer tudo, da maneira que queremos e ainda muito melhor que muito homem por ai!

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Vamos comemorar!!

Beijo!

Atacado ou varejo?

Quando a gente decide abrir nosso próprio negócio, além de todas as preocupações com produto, imagem e preço, vem sempre aquela dúvida na cabeça: vender apenas no varejo ou no atacado também?

Quando lancei a Birds, vendia apenas no varejo. Fiz uma loja online, divulguei e comecei a vender. Depois veio a procura de algumas lojas para a venda em atacado, então comecei a vender em grandes quantidades. O que vale mais a pena?

No atacado, você vende em maior quantidade, e não corre o risco de ter estoque parado quando se trabalha com pedido e prazo de entrega (que eu acho melhor do que pronta entrega). E também o preço da produção cai, já que você vai produzir em quantidades maiores. Porém, você precisa ter um capital para a produção dos pedidos, já que a maioria dos clientes só pagam quando recebem. Tem outro ponto também: o preço de venda. No atacado, você vende para alguém que vai revender, e eles colocam normalmente um mark up de 2.0 a 2.5. Por exemplo, você vende um produto de R$ 100,00 no atacado. Na loja do seu cliente ele vai custar de R$ 200,00 a R$ 250,00. É claro que esse mark up vai depender do ramo e também das lojas. Na moda por exemplo, o costume é de 2.2 a 2.5. Então para ajustar os preços, e ver qual vai ser sua margem de lucro no atacado, você precisa analisar se o preço final está viável para o seu produto e se seu preço de atacado está com a sua margem de lucro desejável. Ou seja, contas e mais contas rs

Já no varejo, a quantidade de venda é bem menor, e você corre o risco de ficar com uma grande quantidade de estoque parado. Porém, a sua margem de lucro é maior, já que você terá que vender na mesma faixa de preço das lojas dos seus clientes de atacado. Ou seja, para cada peça vendida no varejo, são praticamente 2 vendidas no atacado.

Sente, coloque todos os números em um papel e veja o que vale a pena para você e para o seu negócio!

Beijo!


 

Trabalhando fora e mantendo o próprio negócio

Estou devendo esse post a um tempinho, eu sei, mas quis pensar bem sobre o assunto antes de passar tudo pra cá!

Um tempinho atrás eu fiz um vídeo e lembro que comentei que achava que era possível trabalhar fora e ter um negócio próprio. Engraçado que eu só palpitei, porque nunca tinha feito isso. Mas agora essa é minha realidade e posso falar com certeza que é possível sim!! (Pra quem quiser ver o vídeo, é esse aqui!)

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Não é fácil, é bem cansativo na verdade, mas quando a gente ama o que faz, tudo fica mais gostoso! As vezes eu até brinco com meu marido, que se deixassem eu ia madrugada adentro criando, criando e criando… Mas ao invés de falar que vocês podem se desdobrar em mil e fazer com que as coisas aconteçam, eu vou contar um pouco da minha rotina, e como eu consegui encaixar tudo nela! Afinal, ter um trabalho só já é complicado, imagina ter dois, e ter que conciliar marido, cachorro, passarinho, comida, roupa-lavada, ou seja tudo! Parece difícil, mas com organização dá sim para fazer tudo isso, e até sobra um tempinho para relaxar e ver televisão. O mais louco de tudo isso é que parece que meu dia rende muito mais, e que eu tenho MUITO mais energia! Até exercício eu comecei a fazer! E quando eu tinha quase todo o tempo do mundo, não pensava nem por um minuto em fazer uma esteira. Esse negócio de trabalhar fora está sendo muito mais uma experiência humana do que profissional, sou capaz de tantas coisas que nem imaginava! Bom, mas não vem ao caso, voltando… rsrs Minha rotina:

Segunda-feira – Vou trabalhar normalmente e a noite cuido da minha espiritualidade e da minha fé. É um dia cuidar de mim, então nada de trabalho.

Terça-feira – Dia de exercício! Vou para o trabalho, e na volta vou fazer uma caminhada (e até arrisco uma corridinha) com o marido. É super gostoso e importante passar esse tempo com ele. Depois respondo alguns emails, embalo as vendas e deixo separado tudo o que preciso fazer.

Quarta-feira – Dia de trabalho total! Depois do trabalho venho direto para casa, tomo banho, janto, e sento no computador para trabalhar. Dou continuidade a alguns trabalhos, respondo emails, atualizo o blog, etc. Meu marido joga futebol toda quarta-feira, então é uma noite que eu fico bem tranquila para trabalhar.

Quinta-feira – Dia de exercício de novo! A quinta é praticamente como a terça, faço as mesmas coisas.

Sexta-feira – Dia de relaxar! Depois do trabalho é dia de ficar mais tranquila, aproveitar bastante o marido, e relaxar. As vezes quando ele tem algum compromisso eu aproveito para trabalhar um pouco.

Sábado – Dia de trabalhar! Meu marido trabalha quase todos os sábados de manhã, o que acaba sendo bom para mim, que foco a minha manhã inteira no trabalho. E é um dos meus dias preferidos, que eu faço tudo com calma e consigo me dedicar 100%. A tarde deixo o trabalho de lado e vou aproveitar o final de semana.

Domingo – Dia de aproveitar! Afinal, também sou filha de Deus e preciso de um dia de folga né? rsrs

O mais gostoso de tudo isso, é que o que eu faço é tão bom e eu amo tanto que nem parece trabalho! Conheço tantas clientes fofas, troco emails com tanta gente legal, fora a minha paixão de conseguir transformar o que elas idealizam em realidade! Acho que essa é a melhor parte! Ou ver alguém querendo uma print minha no seu home office, tudo isso fazem os meus dias!

Ah, esqueci de uma coisa importante: No meu horário de almoço, eu levo as vendas para o correio! Trabalho bem próximo a um, então fica bem fácil conciliar isso também! E quando estou muito atarefada no meu negócio, trabalho no horário de almoço também, levo meu pendrive e adianto algumas coisas!

Resumindo: minha vida está bem corrida (e uma delícia!), mas acho que para a gente alcançar nossos objetivos e viver nossos sonhos vale tudo né??

Beijo!